Segundo a mais recente
Lista Vermelha de espécies de aves na União Europeia divulgada pela IUCN e pela
Birdlife International, 22 espécies que vivem em Portugal estão ameaçadas,
destacando-se a pardela-balear que se encontra criticamente em perigo. Segundo
o estudo recente das aves da Europa, cerca de 18% das 533 espécies existentes
estão sob ameaça, sendo que 11 espécies estão criticamente ameaçadas. O director da SPEA,
Luís Costa, explica que em Portugal existem espécies que eram comuns no passado
e que “têm vindo a regredir fortemente há vários anos, continuando a ser
ignoradas pelos políticos”, sendo que muitas delas têm sido alvo da caça
excessiva, como a rola-brava ou o zarro (ambas em estado vulnerável), sendo
“urgente a suspensão da caça em Portugal”, esclarece Luís Costa. Porém nem tudo
são más notícias e existem muitos casos de espécies que melhoraram o seu estado
de conservação, como o priolo ou a abetarda, devido aos esforços realizados por
todo a Europa, sendo crucial que projectos semelhantes sejam realizados para as
restantes espécies em perigo, tal como a águia-imperial ou o britango.
"Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza."
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Putin apoia a conservação do Tigre-siberiano!
Porque nem só de informações negativas
se faz uma pessoa, eis que um dos líderes políticos mais controversos do mundo
tem impulsionado de forma essencial a recuperação de uma das espécies mais
ameaçadas do planeta. Vladimir Putin, presidente da Rússia, tem efectuado um
apoio chave na recuperação do tigre-siberiano através da Amur Tiger Center, organização
que é responsável por este tipo de projectos e que tem conseguido junto do
governo russo uma legislação mais apertada no que diz respeito à caça ilegal
deste felino, a sua maior ameaça.
O tigre-siberiano, que existe
maioritariamente em território russo, esteve praticamente extinto na década de 1940,
onde apenas cerca de 40 animais existiam na natureza, sendo que, de acordo com
os últimos censos realizados, a comunidade de tigres-siberianos cresceu devido
aos esforços realizados ao longo dos últimos anos, existindo agora 540 tigres
na vida selvagem, incluindo 100 crias. A Rússia coopera igualmente com a China,
de forma a facilitar uma maior abertura das fronteiras para que os tigres
percorram um território maior.
Um excelente exemplo de como a política
e as organizações que lutam pela preservação da biodiversidade podem e devem
cooperar de forma a obter resultados satisfatórios.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Oslo cria uma rota citadina para abelhas!
Cada vez mais se tem consciência da importância
dos insectos polinizadores, principalmente as abelhas, para a vida do planeta,
sendo claro que são essenciais e necessitam de ser protegidos. Para tal, ao
longo dos últimos anos, tem sido efectuados esforços para contrariar os efeitos
negativos que cada vez mais ameaçam estes seres vivos, como por exemplo os
químicos usados na agricultura. Um dos melhores exemplos de como se deve
comportar perante o risco de desaparecimento das abelhas encontra-se no norte
da Europa, onde a percepção do mundo em que vivemos e das espécies com que o
partilhamos levou um grupo de pessoa em Oslo, capital da Noruega, a criar um
projecto onde o objectivo passa por devolver espaços às abelhas.
Para isso, a Bybi, a organização responsável pelo projecto, tem
sido bem-sucedida em envolver as pessoas na missão, bem como agências estatais,
empresas e associações, com o propósito de que se plantem flores ao longo da cidade, desde
varandas a telhados, bem como a criação de pequenos abrigos ao longo de um
corredor central que atravessam a cidade de norte a sul e que liga as três
grandes áreas verdes já existentes. Qualquer pessoa pode participar, sendo que depois pode partilhar
a sua contribuição no site oficial do projecto, que
posteriormente faz um mapa desse corredor através da cidade. Até ao momento a
participação mais relevante surgiu de uma empresa que cobriu parte do terraço
do seu edifício com flores e duas colmeias onde existem agora cerca de 45.000
abelhas. Os responsáveis pela organização esperam que a iniciativa se
estenda ao resto do mundo de forma a não nos esquecermos de que outras espécies
vivem no nosso ambiente e que também elas precisam de satisfazer as suas
necessidades e não apenas o Homem.
Seria possível
realizar iniciativas semelhantes em Portugal?
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Dia do Biólogo!
“Tradicionalmente, alguém se torna biólogo ou por formação na área médica ou por ter sido um jovem naturalista. Hoje, é comum para um jovem se empolgar com as ciências da vida através dos meios de comunicação, sobretudo por filmes sobre a natureza na televisão, de visitas a um museu, (geralmente à sala dos dinossauros) ou de um professor inspirador. Há também milhares de jovens observadores de pássaros, alguns dos quais acabarão se tornando biólogos profissionais (como foi o meu caso). O ingrediente mais importante é a fascinação diante das maravilhas das criaturas vivas. E isso permanece com a maioria dos biólogos para o resto da vida. Eles nunca perdem a empolgação com a descoberta científica, seja ela empírica ou teórica, nem o amor pela perseguição de novas ideias, novos vislumbres, novos organismos. E muita coisa na biologia tem uma relação directa com as circunstâncias e com os valores pessoais do biólogo. Ser um biólogo não significa ter um emprego; significa escolher um estilo de vida.”
segunda-feira, 22 de junho de 2015
O incrível mundo dos cogumelos
Os cogumelos
representam um dos mais fantásticos grupos de seres vivos que habitam este
planeta, sendo que a Natureza nos oferece uma vasta variedade de formas e cores
que nos atraem quer pela beleza ou curiosidade.
Além da maravilha que
é observar o mais diverso aspecto destes organismos, estes são de uma importância extrema para o equilíbrio de muitos ecossistemas. Os cogumelos para além de serem responsáveis pela
decomposição da matéria orgânica, obtendo substâncias vitais à sua
sobrevivência, acabam por recompor as substâncias ao meio ambiente criando um
ciclo de matéria essencial para um bom funcionamento do ecossistema em que
estão inseridos.
Uma ampla variedade de
cogumelos fornece um espectáculo de cores e formas bem como uma diversidade de aplicações para o Homem, sendo que a sua correcta identificação e respectivo conhecimento
das espécies, acaba por fornecer os mais diversos serviços, desde gastronomia a
medicina tradicional.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Biodiversidade: A urgência de a preservar!
Hoje, dia 22 de Maio,
celebra-se a biodiversidade um pouco por todo o mundo, porém com excepção de
alguns casos, a importância deste tema não chega a ser verdadeiramente
compreendido pela população global. A biodiversidade é essencial para o
funcionamento e equilíbrio dos ecossistemas do planeta, sendo o ser humano é
completamente dependente da diversidade de espécies e das suas interacções com
os ecossistemas. Todos os serviços ecológicos que levam ao nosso bem-estar estão
directamente interligados a uma diversidade biológica que permita um
ecossistema saudável, sendo o Homem o responsável maior pela manutenção correcta
destes sistemas. A biodiversidade apresenta valores sociais, culturais e
económicos que muitas vezes nem conseguem ser medidos ou representados, no
entanto é clara a importância que estes têm na vida do Homem, sendo que directa
ou indirectamente permitem a sua sobrevivência.
No entanto, mesmo com
os crescentes movimentos educativos que se têm vindo a verificar ao longo dos últimos
anos, a relevância que a biodiversidade necessita de ter na vida e nas decisões
que são tomadas pelo Homem ainda não foi atingida e nas ultimas décadas a tem-se
vindo a assistir a uma perda da diversidade biológica maioritariamente devido à
acção directa do ser humano, podendo mesmo estar-se a atingir níveis históricos
no que diz respeito a extinções.
Neste dia deve-se comemorar
a biodiversidade, mas também ter uma noção do que se pode fazer no sentido de a
proteger, de a manter em níveis saudáveis para o bem do planeta, mas principalmente
para a sobrevivência da nossa espécie. Sem cada um dos seres vivos que nos
rodeiam o Homem não só se torna uma espécie isolada no planeta, mas também numa
espécie extinta.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Répteis e anfíbios: dois grupos distintos!
Apesar de
estarem quase sempre associados, os répteis e os anfíbios não são iguais. Os
anfíbios são vertebrados que, contrariamente aos répteis, não possuem escamas.
Estes animais marcam a transição entre os animais aquáticos e os terrestres,
que apesar de dependerem de água para viver conseguem sobreviver também em
terra, não possuindo bolsa amniótica. A sua maioria apresenta uma pele fina e
húmida, estando quase sempre próximos de ambientes com água. A sua respiração
pode ser efectuada através da pele bem como por respiração pulmonar. A
temperatura corporal dos anfíbios varia consoante a temperatura do meio
ambiente circundante.
Os
répteis, contrariamente aos anfíbios, não dependem de água para viver,
possuindo uma pele grossa e seca, coberta de escamas, respirando exclusivamente
pelos pulmões. Os répteis são animais amniotas, característica que lhes
permitiu a independência de água ao contrário dos anfíbios. Por sua vez, os
répteis também não possuem temperatura corporal constante.
Estes dois
grupos de animais constituem um papel vital no funcionamento dos ecossistemas,
porém a destruição crescente dos seus habitats coloca estes seres vivos no
conjunto dos mais ameaçados do planeta.
Ao estudo
dos répteis e anfíbios dá-se o nome de herpetologia.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Espécies Invasoras
Por
todo o planeta, principalmente devido à acção do Homem, são muito comuns os
casos de espécies introduzidas em regiões onde não ocorrem naturalmente. Estas
espécies são geralmente identificadas como espécies invasoras.
Uma espécie quando introduzida num território onde não seja indígena, acaba por desequilibrar o funcionamento de um ecossistema, empobrecendo e homogeneizando os sistemas ecológicos, o que leva a uma redução da biodiversidade, bem como ao declínio ou extinção de espécies nativas e degradação de habitats. A introdução de doenças, os cruzamentos genéticos com espécies indígenas ou a predação são mais alguns exemplos do impacto que as espécies invasoras podem ter.
Uma espécie quando introduzida num território onde não seja indígena, acaba por desequilibrar o funcionamento de um ecossistema, empobrecendo e homogeneizando os sistemas ecológicos, o que leva a uma redução da biodiversidade, bem como ao declínio ou extinção de espécies nativas e degradação de habitats. A introdução de doenças, os cruzamentos genéticos com espécies indígenas ou a predação são mais alguns exemplos do impacto que as espécies invasoras podem ter.
Apesar
das invasões de espécies poderem ocorrer de forma natural, o Homem tem vindo a
aumentar drasticamente a taxa de invasoras em todo o planeta ao longo dos anos,
sendo que a sua acção implica consequências negativas no equilíbrio ecológico
dos ecossistemas, na sociedade e mesmo na economia, afectando os serviços naturais
fornecidos pela natureza. Este é um problema para o qual a sociedade necessita
de ser educada com alguma urgência, de forma a evitar os impactos indesejáveis
que a introdução de espécies pode causar. Embora este seja um desafio ambiental
por todo o mundo, a realidade é que ainda não é encarado, ou devidamente
reconhecido pela sociedade.
Em Portugal este é um problema identificado, desde 1999 de forma legislativa no Decreto-Lei nº 565/99, que apesar de reconhecer que impedir ou retardar a expansão de uma espécie invasora acaba por ser muito dispendioso e talvez impossível, a solução passa por prevenir e evitar a sua libertação na natureza!
Em Portugal este é um problema identificado, desde 1999 de forma legislativa no Decreto-Lei nº 565/99, que apesar de reconhecer que impedir ou retardar a expansão de uma espécie invasora acaba por ser muito dispendioso e talvez impossível, a solução passa por prevenir e evitar a sua libertação na natureza!
Por isso, se proíbe a compra, a venda, o cultivo,
a criação e a utilização como planta ornamental ou animal de companhia de
espécies consideradas como invasoras ou de risco ecológico.
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