“Tradicionalmente, alguém se torna biólogo ou por formação na área médica ou por ter sido um jovem naturalista. Hoje, é comum para um jovem se empolgar com as ciências da vida através dos meios de comunicação, sobretudo por filmes sobre a natureza na televisão, de visitas a um museu, (geralmente à sala dos dinossauros) ou de um professor inspirador. Há também milhares de jovens observadores de pássaros, alguns dos quais acabarão se tornando biólogos profissionais (como foi o meu caso). O ingrediente mais importante é a fascinação diante das maravilhas das criaturas vivas. E isso permanece com a maioria dos biólogos para o resto da vida. Eles nunca perdem a empolgação com a descoberta científica, seja ela empírica ou teórica, nem o amor pela perseguição de novas ideias, novos vislumbres, novos organismos. E muita coisa na biologia tem uma relação directa com as circunstâncias e com os valores pessoais do biólogo. Ser um biólogo não significa ter um emprego; significa escolher um estilo de vida.”
"Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza."
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
O incrível mundo dos cogumelos
Os cogumelos
representam um dos mais fantásticos grupos de seres vivos que habitam este
planeta, sendo que a Natureza nos oferece uma vasta variedade de formas e cores
que nos atraem quer pela beleza ou curiosidade.
Além da maravilha que
é observar o mais diverso aspecto destes organismos, estes são de uma importância extrema para o equilíbrio de muitos ecossistemas. Os cogumelos para além de serem responsáveis pela
decomposição da matéria orgânica, obtendo substâncias vitais à sua
sobrevivência, acabam por recompor as substâncias ao meio ambiente criando um
ciclo de matéria essencial para um bom funcionamento do ecossistema em que
estão inseridos.
Uma ampla variedade de
cogumelos fornece um espectáculo de cores e formas bem como uma diversidade de aplicações para o Homem, sendo que a sua correcta identificação e respectivo conhecimento
das espécies, acaba por fornecer os mais diversos serviços, desde gastronomia a
medicina tradicional.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Biodiversidade: A urgência de a preservar!
Hoje, dia 22 de Maio,
celebra-se a biodiversidade um pouco por todo o mundo, porém com excepção de
alguns casos, a importância deste tema não chega a ser verdadeiramente
compreendido pela população global. A biodiversidade é essencial para o
funcionamento e equilíbrio dos ecossistemas do planeta, sendo o ser humano é
completamente dependente da diversidade de espécies e das suas interacções com
os ecossistemas. Todos os serviços ecológicos que levam ao nosso bem-estar estão
directamente interligados a uma diversidade biológica que permita um
ecossistema saudável, sendo o Homem o responsável maior pela manutenção correcta
destes sistemas. A biodiversidade apresenta valores sociais, culturais e
económicos que muitas vezes nem conseguem ser medidos ou representados, no
entanto é clara a importância que estes têm na vida do Homem, sendo que directa
ou indirectamente permitem a sua sobrevivência.
No entanto, mesmo com
os crescentes movimentos educativos que se têm vindo a verificar ao longo dos últimos
anos, a relevância que a biodiversidade necessita de ter na vida e nas decisões
que são tomadas pelo Homem ainda não foi atingida e nas ultimas décadas a tem-se
vindo a assistir a uma perda da diversidade biológica maioritariamente devido à
acção directa do ser humano, podendo mesmo estar-se a atingir níveis históricos
no que diz respeito a extinções.
Neste dia deve-se comemorar
a biodiversidade, mas também ter uma noção do que se pode fazer no sentido de a
proteger, de a manter em níveis saudáveis para o bem do planeta, mas principalmente
para a sobrevivência da nossa espécie. Sem cada um dos seres vivos que nos
rodeiam o Homem não só se torna uma espécie isolada no planeta, mas também numa
espécie extinta.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Répteis e anfíbios: dois grupos distintos!
Apesar de
estarem quase sempre associados, os répteis e os anfíbios não são iguais. Os
anfíbios são vertebrados que, contrariamente aos répteis, não possuem escamas.
Estes animais marcam a transição entre os animais aquáticos e os terrestres,
que apesar de dependerem de água para viver conseguem sobreviver também em
terra, não possuindo bolsa amniótica. A sua maioria apresenta uma pele fina e
húmida, estando quase sempre próximos de ambientes com água. A sua respiração
pode ser efectuada através da pele bem como por respiração pulmonar. A
temperatura corporal dos anfíbios varia consoante a temperatura do meio
ambiente circundante.
Os
répteis, contrariamente aos anfíbios, não dependem de água para viver,
possuindo uma pele grossa e seca, coberta de escamas, respirando exclusivamente
pelos pulmões. Os répteis são animais amniotas, característica que lhes
permitiu a independência de água ao contrário dos anfíbios. Por sua vez, os
répteis também não possuem temperatura corporal constante.
Estes dois
grupos de animais constituem um papel vital no funcionamento dos ecossistemas,
porém a destruição crescente dos seus habitats coloca estes seres vivos no
conjunto dos mais ameaçados do planeta.
Ao estudo
dos répteis e anfíbios dá-se o nome de herpetologia.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Espécies Invasoras
Por
todo o planeta, principalmente devido à acção do Homem, são muito comuns os
casos de espécies introduzidas em regiões onde não ocorrem naturalmente. Estas
espécies são geralmente identificadas como espécies invasoras.
Uma espécie quando introduzida num território onde não seja indígena, acaba por desequilibrar o funcionamento de um ecossistema, empobrecendo e homogeneizando os sistemas ecológicos, o que leva a uma redução da biodiversidade, bem como ao declínio ou extinção de espécies nativas e degradação de habitats. A introdução de doenças, os cruzamentos genéticos com espécies indígenas ou a predação são mais alguns exemplos do impacto que as espécies invasoras podem ter.
Uma espécie quando introduzida num território onde não seja indígena, acaba por desequilibrar o funcionamento de um ecossistema, empobrecendo e homogeneizando os sistemas ecológicos, o que leva a uma redução da biodiversidade, bem como ao declínio ou extinção de espécies nativas e degradação de habitats. A introdução de doenças, os cruzamentos genéticos com espécies indígenas ou a predação são mais alguns exemplos do impacto que as espécies invasoras podem ter.
Apesar
das invasões de espécies poderem ocorrer de forma natural, o Homem tem vindo a
aumentar drasticamente a taxa de invasoras em todo o planeta ao longo dos anos,
sendo que a sua acção implica consequências negativas no equilíbrio ecológico
dos ecossistemas, na sociedade e mesmo na economia, afectando os serviços naturais
fornecidos pela natureza. Este é um problema para o qual a sociedade necessita
de ser educada com alguma urgência, de forma a evitar os impactos indesejáveis
que a introdução de espécies pode causar. Embora este seja um desafio ambiental
por todo o mundo, a realidade é que ainda não é encarado, ou devidamente
reconhecido pela sociedade.
Em Portugal este é um problema identificado, desde 1999 de forma legislativa no Decreto-Lei nº 565/99, que apesar de reconhecer que impedir ou retardar a expansão de uma espécie invasora acaba por ser muito dispendioso e talvez impossível, a solução passa por prevenir e evitar a sua libertação na natureza!
Em Portugal este é um problema identificado, desde 1999 de forma legislativa no Decreto-Lei nº 565/99, que apesar de reconhecer que impedir ou retardar a expansão de uma espécie invasora acaba por ser muito dispendioso e talvez impossível, a solução passa por prevenir e evitar a sua libertação na natureza!
Por isso, se proíbe a compra, a venda, o cultivo,
a criação e a utilização como planta ornamental ou animal de companhia de
espécies consideradas como invasoras ou de risco ecológico.
segunda-feira, 30 de março de 2015
A vida selvagem de Portugal
Um documentário sobre a fauna de Portugal continental e ilhas mostrando o que este país possui de melhor em termos de biodiversidade, com algumas espécies únicas. Nunca é de mais conhecer os seres vivos que partilham este espaço connosco.
segunda-feira, 16 de março de 2015
O que são espécies endémicas??
Quando se
fala em espécies endémicas está-se a referir a espécies cuja distribuição está
restrita a uma área relativamente pequena, podendo ser espécies vulneráveis à
extinção. O endemismo depende da mobilidade dos organismos, resultando de uma
separação regional de espécies, passando estas a reproduzir-se
independentemente originando posteriormente espécies diferentes consoante as necessidades
na evolução na área geográfica onde se encontram.
Esta
separação pode ser causada por movimentos de placas tectónicas, por exemplo,
como é o exemplo da biodiversidade única encontrada em Madagáscar.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Aranhas não são insectos!
Com excepção de ambos pertencerem ao Filo Arthropoda, os insectos e as aranhas pouco mais têm em comum, porém muitas vezes as segundas são chamadas erroneamente de insectos.
Ambos possuem patas articuladas e exoesqueleto característico dos artrópodes, mas as semelhanças acabam aqui. No caso dos insectos, estes possuem sempre um par de antenas na frente da cabeça, seis patas, e o corpo ao longo do crescimento divide-se em três partes distintas: cabeça, tórax e abdómen. As aranhas não têm antenas, tendo oito patas em vez de seis e o corpo possui apenas 2 divisões, o cefalotórax (fusão da cabeça e do tórax) e o abdómen. A maioria das aranhas tem oito olhos, no entanto algumas possam ter seis.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






