sexta-feira, 28 de abril de 2017

Mais de 160 espécies descobertas na Ásia!!

Segundo o Fundo Mundial para Natureza (WWF), em dados divulgados em dezembro de 2016, forma descobertas 163 espécies ao longo da região do sudeste asiático, o Grande Mekong. Esta região já conhecida por possuir uma das maiores biodiversidades do mundo, conta agora com mais 126 plantas, 14 répteis, 9 anfíbios, 11 peixes e 3 mamíferos descobertos, deduzindo-se que muitas mais espécies possam ser descobertas nos próximos anos.
O Grande Mekong já deu origem a 2409 descobertas desde 1997, o que a torna uma região de altíssimo interesse levando a uma urgência elevada em preservar a sua enorme riqueza natural.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Todos os anos são mortas ilegalmente 25 milhões de aves no Mediterrâneo!

O Mediterrâneo está a tornar-se numa das regiões mais perigosas para as aves, segundo o primeiro e recente relatório sobre as aves mortas ilegalmente nesta região. O primeiro número aponta para cerca de 25 milhões de aves mortas ilegalmente todos os anos, quer através de veneno, caça ou em redes ilegais. Nas espécies que mais sofrem com esta situação encontram-se os tentilhões, piscos-de-peito-ruivo e as codornizes-comuns. 
Este primeiro relatório não abrange a Península Ibérica, estimando-se que aproximadamente mais 1,2 milhões de aves sejam mortas ilegalmente nesta região e em mais alguns países do Mediterrâneo. Os especialistas na área encontram-se preocupados pois na realidade mais de metade deste número são aves abatidas em países da União Europeia onde, teoricamente, existem leis rigorosas de protecção de aves. O país com maior número de aves mortas ilegalmente é o Egipto, com certa de 5,7 milhões de aves por ano, seguido da Itália (5,6 milhões), sendo estes considerados pelos ornitólogos os países mais perigosos para as aves migratórias, sendo que estes números estão a piorar de ano para ano e é necessário encontrar medidas mais rigorosas bem como uma vigilância mais eficaz. 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Florestas da África Central "recebem" ajuda de mais de 445 milhões de euros!

No sentido de recuperar e impedir a contínua desflorestação e consequente perda da biodiversidade das florestas no continente Africano, a União Europeia juntamente com a iniciativa CAFI (Central African Forest Initiative) vai investir 445 milhões de euros para os países da África Central, entre eles os Camarões, a Guiné Equatorial e a República Democrática do Congo.
Este montante distribuído ao longo de 10 anos, bem como ajuda no local através de experiência no terreno e operacional, será aplicado na preservação de segunda maior floresta tropical do mundo, sendo esta vista como essencial quer em termos de biodiversidade quer na redução dos efeitos dos gases de estufa. Porém, este investimento foi considerado insuficiente pelos países africanos, pelo que a Noruega, à semelhança do que já tinha feito em relação ao Brasil, comprometeu-se a financiar mais 41 milhões de euros por ano até 2020. Espera-se que estes esforços consigam colocar um fim à degradação intensa que se tem vindo a sentir nas florestas tropicais.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cofre-genético de animais é criado nos EUA

Um grupo de investigadores dos EUA decidiram de avançar com um financiamento colectivo num projecto com o objectivo de criar um espaço de armazenamento genético. Seguindo o exemplo do banco de sementes criado na Noruega estes investigadores, do Centro de Biociência Regenerativo da Universidade da Geórgia, esperam conseguir gerar um espaço de armazenamento genético onde, através do congelamento e armazenamento em azoto líquido de células da pele de animais em perigo de extinção, esperam reprogramá-las em células estaminais de forma a permitir, no futuro, espermatozóides ou óvulos. 

O centro já obteve células de um tigre da Sumatra e de um leopardo-nebuloso, tendo já em vista células de uma pantera da Florida. Estas células poderão ser preservadas por centenas de anos de forma viável, o que pode permitir a que este centro seja um ponto importante na conservação da biodiversidade e um exemplo na forma como protegemos as espécies em vias de extinção.  

quinta-feira, 10 de março de 2016

Atropelamentos ameaçam a conservação do Lince-ibérico!

O lince-ibérico, o felino mais ameaçado do mundo tem visto o seu número de indivíduos a crescer nos últimos anos graças a esforços realizados no sentido da conservação deste animal, tanto em Portugal como em Espanha. Porém apesar de uma recuperação prometedora existem ainda muitas ameaças à sobrevivência do lince-ibérico, entre as quais o atropelamento por carros, algo que está a preocupar bastante os investigadores dos programas de conservação.
Um dos indivíduos libertados em Espanha.
O número de indivíduos atropelados por carros tem vindo a aumentar principalmente em Espanha e só no último ano 22 linces morreram. Os responsáveis pela conservação do lince-ibérico mostram-se preocupados e indicam que com algum financiamento o problema pode ser facilmente resolvido através da limpeza das bermas, da colocação de vedações ou da criação de passagens próprias à passagem dos felinos. Espera-se que este problema venha a ser solucionado e que o entendimento com as instituições governamentais seja atingido brevemente de forma a não comprometer o início da recuperação desta espécie.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Banco Mundial de Sementes da Noruega: A inovação associada à conservação da Natureza!

No norte da Europa, foi criado em 2006 o maior banco de sementes do mundo, sendo o depósito global de sementes. Situado na ilha de Svalbard, na costa da Noruega, este reservatório criado com o propósito de conservar as espécies vegetais de todo o mundo, já acolheu mais de dois mil milhões de sementes de diversas espécies de todo o planeta.
Custando cerca de 14 milhões de euros, este banco de sementes é capaz de resistir a um ataque nuclear, conservando as espécies de desastres naturais, alterações climáticas ou guerras. A estrutura circundante ajuda a que as instalações mantenham a temperatura baixa e o reduzido limite de oxigénio no interior do reservatório, caso o fornecimento de energia eléctrica falhe, permitindo a prevenção do envelhecimento das sementes.
Este é sem dúvida um dos melhores exemplos de como o poder económico associado a um bom senso, podem criar melhores condições de conservação, bem como de proteção das espécies do nosso planeta. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Brasil recebeu 885 milhões de euros da Noruega para preservar a Amazónia!

O Brasil conseguiu reduzir a taxa de destruição da floresta tropical em 75%, tendo os agricultores e rancheiros brasileiros poupado cerca de 53.100 Km2 de floresta. Esta redução permitiu aquele que terá sido o maior corte de emissões de dióxido de carbono do mundo, aproximadamente 3,2 mil milhões de toneladas, um marco histórico, que seria o equivalente a que os EUA retirassem todos os seus automóveis da circulação durante 3 anos!
Ora este cenário extremamente positivo só foi possível devido a um enorme incentivo por parte da Noruega, que em 2008 devido ao enorme aumento de desflorestação da Amazónia, garantiu um “prémio” de 885 milhões de euros ao Brasil caso o país fosse bem-sucedido em atrasar a destruição da floresta. Tendo em conta isto o Brasil passou os últimos 7 anos a lutar contra a desflorestação, criando leis de protecção da Amazónia, promovendo esforços de educação e acabou mesmo por retrair empréstimos às cidades daquela região, ficando estas sem dinheiro para avançar com a desflorestação. Estes esforços foram bem recebidos a nível global e a Noruega acabou mesmo por efectuar o pagamento da última prestação da “recompensa” já este ano. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Portugal possui 22 espécies de aves ameaçadas!

Segundo a mais recente Lista Vermelha de espécies de aves na União Europeia divulgada pela IUCN e pela Birdlife International, 22 espécies que vivem em Portugal estão ameaçadas, destacando-se a pardela-balear que se encontra criticamente em perigo. Segundo o estudo recente das aves da Europa, cerca de 18% das 533 espécies existentes estão sob ameaça, sendo que 11 espécies estão criticamente ameaçadas. O director da SPEA, Luís Costa, explica que em Portugal existem espécies que eram comuns no passado e que “têm vindo a regredir fortemente há vários anos, continuando a ser ignoradas pelos políticos”, sendo que muitas delas têm sido alvo da caça excessiva, como a rola-brava ou o zarro (ambas em estado vulnerável), sendo “urgente a suspensão da caça em Portugal”, esclarece Luís Costa. Porém nem tudo são más notícias e existem muitos casos de espécies que melhoraram o seu estado de conservação, como o priolo ou a abetarda, devido aos esforços realizados por todo a Europa, sendo crucial que projectos semelhantes sejam realizados para as restantes espécies em perigo, tal como a águia-imperial ou o britango.